domingo, 22 de dezembro de 2013

VOCÊ CONFIA NAS URNAS ELETRÔNICAS



EUA MULTAM DIEBOLD, FABRICANTE DA URNA ELETRÔNICA POR CORRUPÇÃO!!!

A Diebold, empresa responsável pela fabricação das urnas eletrônicas usadas no Brasil, 450 mil no total, uma das principais fornecedoras de equipamentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) graças a seguidos aditivos contratuais, vai ser obrigada a pagar multa de quase US$ 50 milhões nos Estados Unidos, por determinação do Departamento de Justiça, por subornar funcionários na Rússia, na Indonésia e na China. A Diebold faturou US$ 3 bilhões ano passado e atua em mais de 90 paises. (OM)

A empresa norte-americana Diebold, fabricante de urnas eletrônicas e de caixas automáticos para bancos, única fornecedora das 450 mil máquinas de votar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  do Brasil emprega nas eleições brasileiras, foi multada esta semana em quase 50 milhões de dólares pelo governo dos Estados Unidos por subornar funcionários  estrangeiros e falsificar documentos na China, na Rússia e na Indonésia.
Por determinação do Ministério Público norte-americano, a Diebold pagará multa de US$ 48 milhões - sendo US$ 23 milhões para a Securities and Exchange Commission (SEC) e US$ 25 milhões para o Ministério da Justiça - e  terá também que se submeter nos próximos 18 meses a um monitoramento  rigoroso de suas atividades  em troca do adiamento de uma ação penal que seria aberta pelo Governo.  No prazo de até três anos o Governo vai decidir se processa ou não a Diebold, por conta das acusações que pesam contra ela.
O Ministério Público  dos EUA reconheceu  que funcionários da Diebold cooperaram com as investigações federais, além de conduzirem rigorosa investigação interna. O porta-voz da empresa, Mike Jacobsen, confirmou que o acordo foi  "um passo importante para a empresa avançar." E acrescentou:  "É importante para a Diebold enfrentar tudo isto de frente, reconhecer sua responsabilidade e ir em frente", argumentou em nota escrita.
O acordo de acusação inclui provisões para executivos da Diebold e funcionários para que ajudem na aplicação da lei e na ação das autoridades reguladoras, inclusive para  eventualmente prestarem testemunhos perante um grande júri. O procurador federal Steven Dettelbach argumentou que as leis dos Estados Unidos são aplicáveis independentemente do país onde atuem e façam negócios as empresas do país.
"Empresas norte-americanas que paguem propina a funcionários públicos estão violando a lei dos Estados Unidos  estejam  em Cleveland, Ohio, ou em qualquer país do mundo ", disse Dettelbach. Acrescentou que as multas foram criadas também para punir eventuais propinas pagas no exterior, como no caso da Diebold que está sendo punida por ter, de certa forma,  "um padrão mundial de conduta criminosa".
Ele frisou: "Os lucros das empresas não podem ser colocados acima do Estado de Direito e esta penalidade, cerca de US$ 50 milhões,  serve para difundir a  mensagem em alto e bom som de que tal conduta é inaceitável”, disse Dettelbach.
“Esperamos que Diebold use esta oportunidade, inclusive seus controles internos, para monitorar o cumprimento do acordo fechado hoje, virando esta página em busca de uma cultura corporativa mais ética", concluiu Dettelbach.
O Procurador-Geral Adjunto, Mythili Raman, disse por sua vez que o combate à corrupção global é um dos pilares da missão do Departamento de Justiça norte-americano. "Através de suas práticas de negócios corruptos, a  Diebold minou o senso de fair play que é fundamental para o estado de direito prevaleça", disse Raman.
Segundo a investigação, entre 2005 e 2010, executivos e funcionários da Diebold, lotados na divisão Ásia-Pacífico pagaram 1,75 milhões de euros em subornos, presentes e viagens para dezenas de funcionários de bancos na China e na Indonésia, para garantir e manter negócios. A empresa tentou disfarçar os pagamentos de várias maneiras, inclusive através de terceiros designados pelos funcionários dos  bancos.
Já na Rússia, a investigação descobriu que funcionários da Diebold, durante quatro anos, criaram falsos contratos com um distribuidor por serviços que não se realizaram. A distribuidora usou o dinheiro da Diebold para pagar subornos para obter e manter contratos.
O caso foi investigado por agentes do  FBI com a ajuda da seção de fraudes do Departamento de Justiça. Segundo o site da  Diebold, a empresa emprega hoje 16.000 pessoas em 90 países, inclusive o Brasil,  e ano passado teve uma receita de US $ 3 bilhões. Esta não é a primeira vez que a Diebold enfrenta problemas com a Justiça dos EUA. Em 2010, três ex-executivos da empresa foram acusados de fraude contábil.
 Fonte:  PDT.org /  The Sun News,Ohio (EUA)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

SE A MODA PEGA ...

IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA


Homem ateia fogo ao próprio corpo no Vaticano


Um italiano de 51 anos de idade ateou fogo ao próprio corpo nesta quinta-feira (19), em plena Praça São Pedro, no Vaticano. De acordo com a polícia, o italiano foi levado ao hospital Santo Spirito e, posteriormente, transferido para o hospital Sant'Eugenio. Até o momento, não se sabe as motivações do incidente. Segundo fontes da Santa Sé, o estado de saúde do italiano é grave. O episódio ocorreu às 8h50 locais (5h50 no horário de Brasília).    
Imagens de câmeras de segurança mostram o homem chegando à Praça São Pedro provavelmente com as roupas já molhadas por um líquido inflamável. A primeira pessoa a socorrê-lo foi um sacerdote jesuíta, que tentou conter as chamas com suas próprias vestes. Uma ambulância do Vaticano logo interveio. Em 1998, o italiano Alfredo Ormando, de 40 anos, também ateou fogo ao próprio corpo na Praça São Pedro, em protesto contra a "incompreensão" da sociedade por sua condição de homossexual.    
Era 13 de janeiro, 7h30 da manhã, quando os inspetores do Vaticano chegaram para socorrer Ormando. O fogo, no entanto, já tinha tomado todo o seu corpo e o italiano não sobreviveu.

FONTE: Agência ANSA

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

UM POUCO DE HUMOR PRA DESCONTRAIR...



POIS É...


IMAGENS / REPRODUZIDAS DA INTERNET 

COMO ELE ERA VISTO PELAS ELITES MUNDIAIS.





"Terrorista" e "comunista" Mandela aos olhos da elite EUA


Por décadas, o regime do apartheid na África do Sul foi ignorada pelos formuladores de políticas dos EUA, enquanto aqueles que lutaram com Nelson Mandela para Caneza, percebido como uma ameaça que levaria ao "colapso da civilização."


Agências ThinkProgress 'apresenta um breve histórico de hostilidade e uma campanha de difamação contra Nelson Mandela durante anos foi desenvolvido pela US círculos conservadores que preferiam segregação à luta maioria Africano pelos seus direitos. 


"National Review", revista política americana


Em 1964, a prisão perpétua de Mandela e outros opositores do apartheid foi elogiado nas páginas da revista, que informou que'' os tribunais do Sul Africano ter condenado um terrorista confessou a viver na prisão. "Em março do ano seguinte, conservador Russell Kirk argumentou que a democracia na África do Sul "traria anarquia eo colapso da civilização" e que o governo "seria dominada por Warlocks (ainda numerosos e poderosos) e demagogos irresponsáveis". 

Ronald Reagan, presidente dos EUA (1981-1989)


Reagan rotulou o Congresso Nacional Africano (ANC), partido criado para defender os direitos da maioria negra como uma organização terrorista. Para o presidente dos EUA África do Sul do apartheid era "um país que tem resistido por nós em todas as guerras que nós lutamos, um país que, estrategicamente, é essencial para o mundo livre em sua produção de minerais."

Dick Cheney, John McCain e outros membros do Congresso 178 


Em 1986, 180 deputados votaram contra a resolução exortando o governo da África do Sul para negociar a libertação incondicional de Nelson Mandela e do Congresso Nacional Africano reconhecer. Entre os congressistas'' enterradas'' resolução foram  Dick Cheney  e  John McCain . Em 2000, Cheney confessou que não se arrepende, porque naquela época "ANC era visto como uma organização terrorista."

Heritage Foundation, uma pesquisa de política de saúde


"Primeiro, Nelson Mandela não é um combatente da liberdade. Repetidamente apoiado o terrorismo. Desde a libertação de Mandela da prisão e sua subseqüente recusa a renunciar à violência, o ANC dominado por marxistas foi terrorismo em curso e violência contra civis, que custaram centenas de vidas. " Com estas palavras, o importante 'Tink-tank' Unidos marcou a primeira visita oficial de Nelson Mandela em os EUA 1990.

"National Review", revista política americana


A revista 'National Review' no seu melhor tradição consevadora não mudou sua classificação de meio século atrás, chamando Mandela um "comunista" por sua oposição à guerra no Iraque. "O anti-americanismo vicioso de Mandela e seu apoio a Saddam Hussein não deveria ser uma surpresa, dado o seu compromisso para com o comunismo e louvar terroristas" 

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/113450-nelson-mandela-terrorista-elite-eeuu
FONTE: RT

É...POSSO IMAGINAR OS PENSAMENTOS DELE...

domingo, 15 de dezembro de 2013

O QUE É ISSO AÍ ??!!


O que está por trás das manifestações na Ucrânia?


Protesto em Kiev. BBC
Disputa por influência explica protestos; multidão em Kiev e retrato de Yulia Tymoshenk

Uma multidão de cerca de 200 mil pessoas tomou neste domingo a praça da Independência em Kiev, capital da Ucrânia. Os manifestantes enfrentaram frio intenso e nos últimos dias têm mostrado que também não têm medo da repressão policial.
Os protestos começaram depois que o presidente Viktor Yanukovych anunciou sua decisão de não assinar um acordo de cooperação com a União Europeia, que poderia, no futuro, ter a Ucrânia como um de seus membros.
A questão, no entanto, é mais complexa e tem raízes na história recente do país, nascido após a desintegração da ex-União Soviética.
O país está no meio de uma disputa de forças entre grupos que querem mais proximidade com a União Europeia e outros que têm mais afinidiade com a Rússia.

Quem são os manifestantes?

Os manifestantes são sobretudo de Kiev e do oeste da Ucrânia, região mais pró-Europa. Do outro lado do espectro político, os pró-Rússia vivem sobretudo no leste do país, onde o russo é a língua dominante, um resquício dos tempos da União Soviética.
Além da questão da integração com a Europa, acusações de corrupção contra integrantes do atual governo, pró-Rússia, também tem motivado os protestos.
Os três partidos de oposição no Parlamento se juntaram aos protestos. O ex-campeão de boxe Vitali Klitschko tornou-se uma das caras do movimento. Hoje ele é o líder do movimento Udar (soco, em ucraniano) e possível candidato à presidência em 2015.
A oposição também é formada por uma novidade, os ultranacionalistas, formados após a Revolução Laranja de 2004. O partido de extrema-direita Svoboda (liberdade) é liderado por Oleh Tyahnybok .
O terceiro partido também é parte da extrema-direita. O Bratstvo (irmandande) estaria por trás dos enfrentamentos com a polícia durante os protestos.

Por que Yulia Tymoshenko é importante?

Fotos da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko são comuns nos protestos. A razão é que Yulia tornou-se, internacionalmente, a cara da oposição a Yanukovych, sobretudo na Europa.
Yulia foi presa em 2011, acusada de abuso de poder durante um acordo sobre comercialização de gás com a Rússia, em 2009. Ela foi condenada a sete anos.
Yulia se diz presa política e muitos líderes europeus condenam sua prisão. A Corte Europeia de Direitos Humanos não chegou a tanto, mas julgou que a detenção de Yulia antes mesmo de ser julgada configurou uma arbitrariedade.
A libertação de Yulia era uma das pré-condições impostas pela União Europeia para a assinatura de um acordo de associação com a Ucrânia. Yanukovych resiste, no entanto, às pressões para libertar Yulia, que também alega problemas de saúde e pede para ser tratada na Alemanha.
Yulia apoia o acordo com a União Europeia. Ela foi uma das líderes da Revolução Laranja de 2004, que conseguiu remover Yanukovych do poder, após alegações de fraude nas eleições. Na ocasião, como hoje, ele era apoiado por Moscou.

Qual é a posição da Rússia?

Para muitos analistas, Yanukovych está sob direta pressão da Rússia. O anúncio abrupto de que o acordo com a União Europeia não seria assinado veio logo após os russos ameaçarem impor sanções à Ucrânia. Logo antes da decisão, Yanukovych foi chamado de última hora para um encontro com o presidente russo Vladimir Putin, em Moscou.
Durante as negociações, a Rússia impôs checagens mais rigorosas na fronteira e chegou a bloquer a importação de produtos ucranianos.
Para analistas, a reação russa foi um recado para Yanukovych, caso ele viesse a assinar o acordo. A Ucrânia tem fortes laços econômicos com a Rússia e depende do gás russo. Boa parte das exportações do país também tem a Rússia como destino.
Yanukovych, eleito democraticamente em 2010, tem sua base no leste da Ucrânia. Dos dois lados da fronteira, os laços com a Rússia são considerados cruciais. Daí o acordo haver se tornado uma disputa por influência na Ucrânia.

FONTE: BBC

E AGORA FIFA? FIFA, E AGORA?!!



IMAGEM ILUSTRATIVA/ REPRODUZIDA DA INTERNET


Ministério Público do Trabalho pede interdição de obras na Arena Amazônia


Brasília - O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 11ª região entrou com um pedido de interdição de obra "urgente e imediata" para a Arena Amazônia, em Manaus, um dos estádios da Copa do Mundo de 2014, após a morte de dois operários em menos de 24 horas.
O operário Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, que trabalhava nas obras da arena morreu na madrugada de sábado (14) depois de uma queda no local da construção, segundo informaram as autoridades locais e a Federação Internacional de Futebol (Fifa). Ele caiu do teto do estádio, de uma altura de 35 metros, quando um cabo se rompeu. Outro trabalhador, José Antônio da Silva Nascimento, de 49 anos, sofreu um enfarto no centro de convenções que está sendo erguido ao lado do estádio. Após a morte de Macleudo, as obras tinham sido paralisadas até segunda-feira (16).
O documento do MPT pede a imediata interdição de todos os setores da obra da arena que envolvem atividades em altura, até que seja atestado o atendimento dos requisitos mínimos e das medidas de proteção para o trabalho. Caso a medida seja descumprida, será aplicada uma multa de R$ 100 mil por dia.
Seis trabalhadores já morreram em obras de estádios da Copa. Além de Macleudo e João, em março, um trabalhador caiu de uma altura de 5 metros e também morreu durante as obras do estádio em Manaus.
A primeira morte aconteceu em junho do ano passado, quando um operário de apenas 21 anos despencou de uma estrutura de 30 metros de altura durante a construção do Estádio Nacional de Brasília.
As outras duas mortes aconteceram no mês passado após a queda de um guindaste durante as obras do Itaquerão (estádio do Corinthians, em São Paulo.
As obras na Arena Amazônia começaram em novembro de 2010. Sua inauguração está prevista para janeiro. O estádio receberá quatro jogos do Mundial do ano que vem: Camarões x Croácia, pelo Grupo A, Inglaterra x Itália, pelo Grupo D, Honduras x Suíça, pelo Grupo E, e Estados Unidos x Portugal, pelo Grupo G.
FONTE:  Agência Brasil 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A SOLUÇÃO PARA OS NORDESTINOS




ÁGUA - Processo de dessalinização na austrália





FONTE: http://www.youtube.com/user/EducAmbientalUFVJM?feature=watch


E NÃO ME VENHAM OS "ESPECIALISTAS" DIZEREM QUE, NÃO É VIÁVEL... QUE NÃO TEM VERBA... QUE NÃO HÁ TECNOLOGIA ... POIS O QUE HÁ É, FALTA DE INTERESSE POLÍTICO EM RESOLVER ESSE PROBLEMA QUE AFLIGE O NORDESTE DO BRASIL.


(LEIAM TAMBÉM)

O desafio da água na árida Austrália

Apesar de caros e combatidos por ambientalistas, equipamentos de dessalinização[br]surgem como alternativa para suprir a necessidade de 22 milhões de australianos


Na Austrália, o continente habitado mais seco do mundo, os primeiros exploradores britânicos em busca de uma fonte de água potável esquadrinharam o território árido em busca de um lendário mar interior. Um deles chegou a transportar um baleeiro centenas de quilômetros da costa, para o interior do continente, mas só encontrou deserto. Hoje, os australianos seguem na direção oposta: do mar.
Num dos maiores projetos de infraestrutura do país, as cinco maiores cidades da Austrália estão aplicando US$ 13,2 bilhões em usinas de dessalinização, com capacidade para sugar milhões de galões de água dos oceanos por dia, removendo o sal e produzindo água potável. Em dois anos, quando a última usina deverá estar pronta, as grandes cidades australianas estarão tirando 30% da sua água potável do mar.
O país ainda se recupera da sua pior seca, que durou uma década e o governo diz ter sido provocada pelas mudanças climáticas. Com a escassez de água cada vez mais premente, outros países, incluindo EUA e China, também começam a se voltar para o mar.
"Nós nos consideramos a cobaia em relação às mudanças dos sistemas de oferta de água causadas pelo aquecimento global", disse Ross Young, diretor da Water Services Association, da Austrália, consórcio das concessionárias de água do país. Ele descreveu o custo de US$ 13,2 bilhões como "o preço da adaptação às mudanças climáticas".
A dessalinização também causa críticas ferozes e protestos da população. Muitos proprietários de imóveis, irritados com a conta de água cada vez mais alta, e os ambientalistas, preocupados com os efeitos que essas usinas terão sobre o clima, qualificam os projetos de elefantes brancos. Medidas rigorosas de conservação de energia, como máquinas de lavar mais econômicas, poderiam atenuar o problema de forma mais eficaz.
A dessalinização também contribuiu para abafar o entusiasmo por uma "grande Austrália" - uma projeção feita por um governo que defende a imigração, de que a população, de 22 milhões hoje, passará a 36 milhões de habitantes em 2050.
"Um grande desperdício de dinheiro", disse Helen Meyer, de 65 anos, aposentada de Tugun, cidade onde o Estado de Queensland instalou uma estação de dessalinização de US$ 1 bilhão no ano passado. A usina, que ocupa uma área de seis hectares, próxima de um aeroporto e um bairro residencial, fornece água para Brisbane, capital de Queensland, e outras áreas a sudeste do Estado, região que cresce mais rápido no país. Apesar dos problemas técnicos que provocaram o fechamento temporário da planta, ela vem cobrindo 6% da necessidade de água da região e tem capacidade para chegar a 20%, disse Barry Dennien, diretor executivo da SEQ Water Grid Management, concessionária que controla a oferta de água de toda essa área.
A seca na região durou de 2000 a 2009. O principal reservatório, Wivenhoe, teve sua capacidade reduzida para apenas 16%. Apesar de restringir o uso da água e subvencionar a compra de água residencial graças à captura de água da chuva, o Estado gastou quase US$ 8 bilhões para criar a mais sofisticada rede de aprovisionamento de água do país. Modernizou barragens e uma rede de dutos para ligar 18 concessionárias independentes numa única grade.
Outras cidades estão fazendo a mesma aposta. Perth, que abriu a primeira planta de dessalinização em 2006, está erigindo a segunda. A usina de Sydney começou a operar no início do ano, e outras perto de Melbourne e Adelaide estão em construção.
Até alguns anos, a maior parte das usinas de dessalinização em larga escala, no mundo, estava no Oriente Médio, especialmente na Arábia Saudita. Nos EUA, onde apenas uma usina está em funcionamento, em Tampa Bay, as autoridades estão propondo a construção de outras na Califórnia e no Texas, disse Tom Pankratz, diretor da Associação Internacional de Dessalinização. A China, que inaugurou recentemente sua maior usina de dessalinização em Tianjin, poderá ainda ultrapassar a Arábia Saudita como a líder mundial nesse campo.
Muitos ambientalistas e economistas são contrários à uma expansão dessas usinas por causa do seu preço e porque elas ajudam a tornar mais crítico o aquecimento global. A energia necessária para remoção do sal da água do mar representa 50% do custo da dessalinização e a Austrália depende do carvão, o maior emissor de gases com efeito estufa, para gerar a maior parte da sua eletricidade.
Para os críticos, a dessalinização vai colaborar ainda mais para as mudanças climáticas que vêm agravando a escassez de água do país. Para tornar esse processo politicamente palatável, as usinas australianas estão usando energia de fazendas eólicas ou energia classificada como limpa, muito cara. Para os moradores nas cidades, com as novas usinas as contas de água devem dobrar nos próximos quatro anos, de acordo com a Water Services Association.
Os que se opõem a esses projetos dizem que existem alternativas mais baratas. Defendem medidas de conservação de energia, como uma melhor administração das reservas das águas subterrâneas e da captação de água.
"Quase todas as cidades que erigiram uma usina de dessalinização não chegaram a lugar nenhum no sentido de maximizar ou aumentar o seu potencial de conservação", disse Stuart White, diretor do Institute for Sustainable Futures, na Universidade de Tecnologia de Sydney.
Adversários da dessalinização dizem que é mais barato reciclar a água já usada, embora convencer as pessoas a beberem dessa água seja difícil e politicamente delicado.
"Há um estigma contra água reciclada", disse David Mason, morador de Tugun. "Mas como não existe tanta água no mundo, talvez não seja uma alternativa assim tão terrível. Pelo menos pode ser melhor do que a dessalinização." / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
É EDITOR- CHEFE DA SUCURSAL DE "THE NEW YORK TIMES" NO JAPÃO 
FONTE: O ESTADÃO - Norimitsu Onishi The New York Times - O Estado de S.Paulo